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Reeducandos se destacam em serviços de manutenção e conservação do prédio da PGE

Para auxiliar no trabalho deles, a autarquia investiu na aquisição de ferramentas e equipamentos de proteção.
Evelyn Ribeiro | Secom - MT

- Foto por: Christiano Antonucci
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A oportunidade de recomeçar é sempre bem-vinda na vida de qualquer pessoa e foi pensando desta forma que A.C. (43) e JC.T.S. (51) conquistaram a confiança, respeito e consideração dos colegas de diversos setores da Procuradoria Geral do Estado (PGE), em Cuiabá.

Ambos são reeducandos e receberam recentemente o direito a cumprir a pena em regime aberto. Na procuradoria são responsáveis pela realização de reparos e manutenção básica da parte elétrica e hidraúlica do prédio de 12 andares, contendo 140 salas e banheiros. Para auxiliar no trabalho deles, a autarquia investiu na aquisição de ferramentas e equipamentos de proteção individual (EPIs).

“Só tenho que agradecer a Deus e todas as pessoas que nos ajudaram. Hoje dou mais valor ao dinheiro obtido de forma honesta e não tem nada melhor do estar com a família. O tempo vai deixando a gente mais maduro e essa oportunidade de trabalhar aqui mudou a minha vida”, relatou.

A.C esteve recluso por 2 anos e 7 meses por tráfico de drogas. Entre os novos objetivos está fazer um supletivo e evoluir nos trabalhos voltados à construção civil.

De poucas palavras e braço direito de A.C.,  J C.T.S. conta que teve receio em aceitar a proposta, mas que valeu a pena. “No início fizemos alguns trabalhos sem remuneração em outros locais e aos poucos fomos nos adaptando, perdendo o medo e aprendendo mais”, disse.

De acordo com a diretora geral da PGE, Soraya Queiroz, além da questão da ressocialização os servidores também contribuíram para que houvesse uma mão de obra de qualidade sem ultrapassar o orçamento.

“Na sede antiga tinhamos três andares e o gasto era de R$ 60 mil por ano. No prédio atual, este valor chega a  cerca de R$45 mil, sendo uma estrutura maior e que tem 300 funcionários – entre procuradores, estagiários e servidores efetivos, comissionados e terceirizados”, destacou.

Para compensar a jornada de semanal das 8h às 17h, eles recebem um salário mínino, vale-transporte e vale-refeição. 

“A agilidade no serviço e o comprometimento deles, fizeram com que tívessemos mais confiança e, é muito bom poder acompanhar de perto essa evolução e entrega na mudança de vida de cada um”, concluiu a diretora.

A oferta de trabalho é resultado de um termo de cooperação com a Fundação Nova Chance (Funac), por meio da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). O contrato tem validade de dois anos com possibilidade de renovação por mais dois anos. A cada três dias trabalhados, os reeducandos reduzem um dia da pena.

Conforme levantamento da Sesp, 608 reeducandos possuem contratos com 33 orgãos públicos e empresas em Mato Grosso. Entre eles reeducandos do sistema  semiaberto, aberto e fechado, homens e mulheres. O sistema carcerário tem hoje aproximadamente 12 mil detentos.